Primeiros parágrafos da Filosofia da Caixa Preta
Uma das ideias que me interessaram dos primeiros capítulos de Filosofia da Caixa Preta foi a construção de uma narrativa circular, da imagem, para uma narrativa linear, do texto, como a leitura nos programou para uma lógica sequencial e as imagens para uma lógica de signos. E como a imagem técnica traz esta ideia da "janela", da imagem fotográfica como uma extensão do próprio olho. A imagem tradicional é uma composição do mundo, e isto fica claro em nossa observação, porem a imagem fotográfica é uma captura do mundo, sendo assim uma imagem com um teor de fidelidade, já que é algo capturado e não criado. Porem as imagens também possuem a dimensão de composição, e é uma ilusão que criamos quando as tratamos como extensão do olho. Quem tira a imagem tem propósitos e técnicas de manipulação no que a maquina fotográfica captura, logo a maquina fotográfica é um instrumento, é a imagem uma criação a partir da captura da realidade. As pessoas se submeteram a olhar o mundo pelas imagens como se estas fossem fragmentos reais, enquanto são partes de algo e não sua totalidade. A ideia da extensão do olho é extremamente relevante para o conceito das mídias sociais, de forma que percebemos a imagens como se nós fossemos expectadores, em vez de consumidores do que está sendo programado e postado.


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